Loader

Abstracts - Victor Nardo

AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIBACTERIANA DE EXTRATOS FUNGICOS CONTRA XANTHOMONAS AXONOPODIS PV. MANIHOTIS

Victor Nardo1, Mariana Gabriela Fonseca1, Gabrielle Vieira1, Lara Sette1, Maria Lucia Carneiro Vieira2, Daiane Cristina Sass1*

  1. Departamento de Bioquímica e Microbiologia, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, São Paulo, Brasil.

  2. Departamento de Genética Molecular de Plantas e Biotecnologia, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, USP, São Paulo, Brasi.

* daiane_sass@rc.unesp.br

Bactérias do gênero Xanthomonas são agentes causadoras de muitas doenças em culturas de grande importância econômica. A bacteriose da mandioca causada por X. axonopodis pv. manihotis, é responsável por perdas significativas em sua produção. O controle atual dessa doença requer o tratamento à base de controle e manejo de manivas sadias, o qual é muito complexo e de difícil aplicação. Como alternativa recente, destaca-se a utilização de metabólitos secundários produzidos por outros micro-organismos no combate a doenças causadas por diversas espécies de Xanthomonas inclusive contra X. axonopodis pv. Manihotis1. Suspeita-se que metabólitos secundários ainda desconhecidos possam ser produzidos por fungos que vivem em ambientes extremos como a Antártica2. Assim o presente trabalho apresenta resultados de testes utilizando extratos fúngicos de micro-organismos coletados na Ilha Deception na Antártica contra X. axonopodis pv. Manihotis, causadora da bacteriose na mandioca. No total foram testados 28 fungos filamentosos provenientes da Ilha Deception. Os fungos foram cultivados em meio líquido, levados para shaker por vinte dias, após o crescimento fúngico a biomassa foi separada do sobrenadante, os metabolitos secundários extracelulares foram obtidos por extração com acetato de etila, e a biomassa foi triturada com metanol, para a extração dos metabólitos secundários intracelulares. Os bioensaios foram realizados utilizando microplacas de 96 poços, os extratos foram adicionados na concentração máxima de 2,1 mg/mL, a partir da qual foi realizada microdiluições seriadas, a canamicina como controle positivo e DMSO 1% para controle do veículo. Após receberem o inóculo bacteriano, as placas foram incubadas por 18 horas e em seguida foi aplicado o corante resazurina. Após 2 horas a inibição do crescimento bacteriano foi medida através de emissão de fluorescência. Os resultados mostraram que quatro extratos apresentaram inibição maior de 90% sendo que um dos extratos apresentou uma taxa de inibição de 98% na concentração de 2,1 mg/mL. Assim, foi possível verificar que 4 extratos produziram compostos químicos ativos contra a bacteriose da mandioca. Agora esses compostos bioativos, serão purificados, identificados e reavaliados quanto à atividade antibacteriana.

Referências:

1. GAKUUBI et al., International Journal of Microbiology 2016

2. Svahn, K.S et al., Fungal Biology and Biotechnology. v. 2, p. 1-8, 2015