Loader

Abstracts - Mariana Gabriela Fonseca

BIOATIVIDADE DE EXTRATOS FÚNGICOS ANTÁRTICOS CONTRA XANTHOMONAS EUVESICATORIA E XANTHOMONAS AXONOPODIS PV. MANIHOTIS


Mariana Gabriela Fonseca1*, Victor Nardo1, LuanaGalvão Morão1, Lara Sette1,Henrique Ferreira1, Maria Lúcia CarneiroVieira2, DaianeCristina Sass1*.


1 Departamento de Bioquímica e Microbiologia, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, São Paulo, Brasil.
2 Departamento de Genética Molecular de Plantas e Biotecnologia, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, USP, São Paulo, Brasil.
*daiane_sass@rc.unesp.br

Bactérias do gênero Xanthomonas são causadoras de doenças em diversos cultivos, levando a perdas significativas na produção. Atualmente, o controle químico para estas doenças baseia-se ou na aplicação de antibióticos e compostos à base de cobre, ou ainda não conta com nenhum tipo de agente químico ou bioativo. Como alternativa, diversos estudos vêm destacando o potencial antimicrobiano de extratos de fungos advindos da Antártica1. O presente trabalho apresenta resultados de testes utilizando extratos de metabólitos secundários de 24 fungos filamentosos oriundos da Ilha Rei George, na Antártica, contra X. euvesicatoria e X. axonopodis pv. manihotis, causadoras, respectivamente, da mancha bacteriana no tomate e da bacteriose na mandioca. Os 24 fungos foram submetidos à fermentação em shaker (29○ C) por 21 dias e os metabólitos secundários foram extraídos utilizando metanol para os intracelulares e acetato de etila para os extracelulares. No total foram testados 48 extratos, sendo 24 de origem intracelular e 24 de origem extracelular. Os bioensaios seguiram o método REMA (resazurin microtiter assay)2. Para tal, foram utilizadas microplacas de 96 poços, sendo a canamicina o controle positivo e DMSO 2% o controle do veículo. Dezesseis poços foram preenchidos com os diferentes extratos em concentração inicial de 3 mg/mL, a partir dos quais foram realizadas três diluições seriadas. Após receberem o inóculo bacteriano, as placas foram incubadas por 18 horas e em seguida foi aplicado o corante resazurina. Passadas 2 horas, a inibição do crescimento bacteriano foi medida através de emissão de fluorescência. Os resultados apresentaram inibição máxima contra X. euvesicatoria de 58 % por um dos extratos intracelulares e 58% por um dos extratos extracelulares. Já para a X. axonopodis pv. manihotis não houve inibição. A partir dos resultados foi possível verificar que os fungos 3_1.6(2) e 10.5_1.6, respectivamente, produziram compostos químicos ativos contra X. euvesicatoria.

Referências.
Murate, L.S. et al., Agricultural Sciences. v. 6, p. 295-303, 2015.
Svahn, K.S et al., Fungal Biology and Biotechnology. v. 2, p. 1-8, 2015
Silva, I.C & Ferreira, H., Bio-protocol.,v. 3, p. 1-4, 2013.