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Abstracts - Erika Thalyta V Pereira

ESTUDO DO PERFIL QUÍMICO POR UPLC-QToF MS DE DIFERENTES VARIEDADES DO Arachis hypogaea


Erika Thalyta V Pereira1*, Eliane May de Lima1, Alany I Ribeiro, Mirella Marconato Di Bello2, Arlindo L Boiça-Júnior2, Moacir R Forim1


1Universidade Federal de São Carlos, Rod. Washington Luiz, km 235 São Carlos-SP
2Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, UNESP, Jaboticabal, SP, Brasil
*Correspondence: erikathalyta@hotmail.com

O amendoim, Arachis hypogaea L. (Fabaceae) é uma planta nativa da América do Sul. Sua importância decorre desde a época pré-colonial com o cultivo do amendoim pelos indígenas como fonte de alimento e uso medicinal1. Atualmente, o amendoim possui alto valor econômico sendo a quarta fonte de óleo vegetal e a terceira fonte de proteína vegetal comestível mais importante do mundo2. Somente no ano de 2016 o Brasil faturou US$ 120 milhões com a exportação de amendoim3. Por sua importância, diversos estudos nutricionais e genéticos têm sido realizados visando a melhoria na qualidade e quantidade de óleo produzido, bem como melhorar sua resistência a fatores bióticos e abióticos1. Assim, o presente trabalho tem como objetivo avaliar o perfil químico de diferentes genótipos de amendoim desenvolvidos como possíveis variedades resistentes aos insetos pragas Spodoptera albula (Walker) e Stegasta bosquella (Chambers). Os genótipos estudados foram: IAC 5; IAC 8112; IAC 22, IAC Tatu, IAC 147; IAC OL3; IAC Caiapó e IAC 886, IAC 503 e Granoluco, todos cultivados no Depto. de Fitossanidade da UNESP-Jaboticabal. Folhas de cada genótipo foram destacadas, congeladas em nitrogênio líquido, moídas e liofilizadas. A extração foi realizada utilizando 100 mg de material seco, em 2,0 mL de metanol sob sonicação por 15 min em temperatura ambiente. O procedimento de extração foi realizado 3 vezes consecutivas. Os extratos foram purificados em extração de fase sólida usando cartuchos Strata C18-E 55 μm, 70 Å), eluído com 6,0 mL de metanol, secos, resuspendidos com 1,5 mL de metanol, filtrados com membrana de celulose (0,22 μm) acondicionados em frascos para análises cromatográficas. O desenvolvimento do método analítico de separação foi realizado num cromatógrafo Acquity UPLC Waters com o auxílio do software Fusion Waters incorporando princípios Quality by Design (QbD). Os extratos foram preparados em triplicada e o perfil químico analisados por UPLC-QTof MS (Waters Xevo G2-XS QTof MS). O perfil químico foi processado pelo software UNIFI Waters. A análise dos dados obtidos demonstrou que as variedades genéticas possuem respostas químicas semelhantes. Somente a variedade IAC 503 mostrou-se a distinta corroborando com o resultado positivo dos testes de antibiose para a espécie Stegasta bosquella, indicando o potencial de resistência desta variedade. Assim, o potencial a resistência a fatores bióticos pode ser atribuído a uma diferença na resposta química de caráter qualitativo ou quantitativo, sendo que estes fatores já vem sendo investigados nessa pesquisa.
1 Stalker, H. T; R. F. Wilson. Peanuts Genetics, Processing, and Utilization, 2016
2 USDA,. Foreign Agricultural Service, Washington, DC, 2016
3 Martins, R. Instituto de Economia Agricola, 2017.